domingo, 28 de janeiro de 2018

Nada ou alguma coisa

   Retornando algumas postagens. Saudades do blog. Não deixei de produzir poesia nesse meio tempo. Apenas não as postava. Mas agora tenho várias guardadas. Quero manter um registro das minha produções e compartilhá-las, então vou postar tudo de uma vez. 

Nada poderia existir
Poderia não existir nada
Mas alguma coisa existe
Alguma coisa inesperada
Meio aleatória
Mas que persiste
„Diga-me que é essa nóia
Para, para com essa paranóia
E vê se acorda
Acorde seus acordos
E só concorda
Siga a pular a corda“
É, acho que é o que faço
Não me resta outros planos
Que não deixar meu traço
Enquanto leio Augusto do Anjos
Observando meus passos
Meio a esse espaço euclidiano,
Ângulos em radianos,
Espaços vetoriais e planos
Planos concorrentes,
Planos tangentes,
Planos paralelos.
Universos paralelos
E o que tenho livre é minha mente
E com pessoas, meus elos
E feliz ou infelizmente
Séculos e séculos
Na imprecisão Hegeliana
Na escuridão da razão humana
Na incerteza dos tubérculos

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