Muitas vezes, nos sentimos mais melancólicos, talvez com a necessidade (consciente ou não) de sair de casa. Chamamos pessoas para fazer algum programa, mas o cotidiano e motivação delas recorrentemente não permitem estes encontros espontâneos. O que sugiro, é que não dependamos disso e que possamos sair conosco mesmo. Fazer um passeio no parque, no shopping, na livraria, ir ao cinema sozinho. Nós somos nosso maior companheiro na vida. Ontem estava me sentindo assim mais para baixo. Simplesmente peguei o carro e fui passear no shopping. Entrei na livraria para ficar apreciando o ambiente, as pessoas e os próprios livros. Um em especial me chamou a atenção: "Walden ou A vida nos Bosques", de Henry David Thoreau (em busca da essência da vida). Assim diz o trecho do livro indicado atrás:
"Fui para a mata porque queria viver deliberadamente, enfrentar apenas os fatos essenciais da vida e ver se não poderia aprender o que ela tinha a ensinar, em vez de, vindo a morrer, descobrir que não tinha vivido. (...) Queria viver profundamente e sugar a vida até a medula, viver com tanto vigor e de forma tão espartana que eliminasse tudo o que não fosse vida (...)"
Peguei o livro de onde ficam as edições de bolso e fiquei lendo em pé. Depois, sentei a uma mesa, até completar umas 20 páginas. Decidi levá-lo para casa. Adorei como o conceito do livro de se aventurar numa jornada contemplativa, melancólica de análise e construção de conhecimento sobre si próprio e a vida se encaixou perfeitamente na minha situação. Isso não significa se isolar de pessoas completamente, claro. No entanto, às vezes sinto uma vontade de ir para um rancho por um final de semana, talvez sozinho ou com poucas pessoas, longe de redes sociais e do alto fluxo de informações. Tudo para poder refletir, contemplar, ler, ponderar, acalmar. Fazer chá de capim-limão recém colhido. Respirar ar fresco. Colocar a mente no lugar.
Irei pelo menos aproveitar este feriado para fazer a parte de colocar a mente no lugar. Vim de carro hoje para outra cidade para ter aula (é daqui a pouco). Esses momentos de estrada sozinho são também ótimos momentos contemplativos. Ah, e não é porque é feriado que eu vou deixar de fazer as obrigações pendentes, mas pelo menos a pressão é muito menor. Tenho também essa constante pressa por fazer alguma coisa útil a todo momento, que não me deixa descansar. Acredito que tenho feito progresso nesse sentido.
Seguindo uma tradição de encerrar um fluxo de pensamentos de repente:
Fiquem bem :D
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