segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Fluxo sobre complexo de inferioridade & um incentivo para combatê-lo

 Michel de Montaigne, filósofo do século XVI, registrou fluxos de seus pensamentos. Mesmo que pudesse se contradizer, preferia poder observar como suas ideias eram construídas (uma espécie de dialética) Eu me incentivo hoje a construir algo parecido acerca do que tem ocupado minha mente nas últimas semanas. Fiz um post sobre algumas ideias do relacionamento aberto, e tenho tentado aplicá-las na vida. Percebo que o ciúme vem de uma insegurança, um estado comparativo, como um complexo de inferioridade. O amor próprio deve ser a arma contra este mal, este vitimismo tóxico que só leva à autossabotagem. Cada um tem seu próprio valor, e é importante que se saiba o seu próprio. Hoje me senti extremamente abandonado. Pode ter havido sim falha da outra parte, mas não mais do que já não ocorreu da minha. No entanto, certamente não configurou um abandono intencional ou fruto de descaso. O dia a dia muitas vezes é corrido, através do qual temos de equilibrar pratos. Pode ocorrer de algum destes pratos cair, não por ser desvalorizado, mas apenas porque a tarefa não é fácil. Cabe a nós, com tal papel de prato, não sermos um prato frágil, mas sim um prato resiliente, que pode ser então posto logo de volta a girar imponente. Não quero ficar me colocando no lugar de vítima, com uma postura passivo-agressiva. Isto só torna o viver amargo e machuca tanto ao outro como a mim mesmo. O semestre letivo está acabando, e há muitas coisas estão acontecendo muito rápido. Repire, respire, respite...

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