terça-feira, 22 de novembro de 2022

Teoria & Prática

Gostaria de deixar hoje um rápido pensamento sobre a diferença entre teoria e prática. Ontem postei um texto sobre tudo que eu pensava... ou melhor, sobre o que eu quero pensar. É bonito na teoria, mas nem sempre é tão fácil colocar o que achamos ser certo em prática. Nossa cabeça nos sabota: é como se as coisas não pudessem estar tão bem como estão, temos que estragar tudo. Observo também que muitas vezes quando escrevo, uso um distanciamento verbal com 'nós', 'se', 'você', para evitar falar diretamente de mim. Não é nada intencional, mas com certeza é mais confortável. É muito difícil se expor a si mesmo. De qualquer forma, não é porque eu me sabotei em relação ao meus ideais de pensamento que estes ideais estejam errados. Eu só preciso me dar o tempo para absorvê-los. Preciso apenas cuidar para que, neste processo, eu não acabe magoando as pessoas que eu mais amo ao meu redor. Repito, o semestre está acabando; tenho negligenciado um pouco minha saúde (alimentação e exercícios físicos); o estresse da graduação já é crescente; não devo fazer da minha vida pessoal também um estresse. Daqui vai mais um pensamento: "As pessoas não devem ser enxergadas num ranking. Cada uma tem suas particularidades que as tornam especiais na relação de cada um".

Também aqui uma música nova da Clarissa: Para-raio

Fiquem bem :D

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Fluxo sobre complexo de inferioridade & um incentivo para combatê-lo

 Michel de Montaigne, filósofo do século XVI, registrou fluxos de seus pensamentos. Mesmo que pudesse se contradizer, preferia poder observar como suas ideias eram construídas (uma espécie de dialética) Eu me incentivo hoje a construir algo parecido acerca do que tem ocupado minha mente nas últimas semanas. Fiz um post sobre algumas ideias do relacionamento aberto, e tenho tentado aplicá-las na vida. Percebo que o ciúme vem de uma insegurança, um estado comparativo, como um complexo de inferioridade. O amor próprio deve ser a arma contra este mal, este vitimismo tóxico que só leva à autossabotagem. Cada um tem seu próprio valor, e é importante que se saiba o seu próprio. Hoje me senti extremamente abandonado. Pode ter havido sim falha da outra parte, mas não mais do que já não ocorreu da minha. No entanto, certamente não configurou um abandono intencional ou fruto de descaso. O dia a dia muitas vezes é corrido, através do qual temos de equilibrar pratos. Pode ocorrer de algum destes pratos cair, não por ser desvalorizado, mas apenas porque a tarefa não é fácil. Cabe a nós, com tal papel de prato, não sermos um prato frágil, mas sim um prato resiliente, que pode ser então posto logo de volta a girar imponente. Não quero ficar me colocando no lugar de vítima, com uma postura passivo-agressiva. Isto só torna o viver amargo e machuca tanto ao outro como a mim mesmo. O semestre letivo está acabando, e há muitas coisas estão acontecendo muito rápido. Repire, respire, respite...

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Saia consigo mesmo


Muitas vezes, nos sentimos mais melancólicos, talvez com a necessidade (consciente ou não) de sair de casa. Chamamos pessoas para fazer algum programa, mas o cotidiano e motivação delas recorrentemente não permitem estes encontros espontâneos. O que sugiro, é que não dependamos disso e que possamos sair conosco mesmo. Fazer um passeio no parque, no shopping, na livraria, ir ao cinema sozinho. Nós somos nosso maior companheiro na vida. Ontem estava me sentindo assim mais para baixo. Simplesmente peguei o carro e fui passear no shopping. Entrei na livraria para ficar apreciando o ambiente, as pessoas e os próprios livros. Um em especial me chamou a atenção: "Walden ou A vida nos Bosques", de Henry David Thoreau (em busca da essência da vida). Assim diz o trecho do livro indicado atrás:

"Fui para a mata porque queria viver deliberadamente, enfrentar apenas os fatos essenciais da vida e ver se não poderia aprender o que ela tinha a ensinar, em vez de, vindo a morrer, descobrir que não tinha vivido. (...) Queria viver profundamente e sugar a vida até a medula, viver com tanto vigor e de forma tão espartana que eliminasse tudo o que não fosse vida (...)"

Peguei o livro de onde ficam as edições de bolso e fiquei lendo em pé. Depois, sentei a uma mesa, até completar umas 20 páginas. Decidi levá-lo para casa. Adorei como o conceito do livro de se aventurar numa jornada contemplativa, melancólica de análise e construção de conhecimento sobre si próprio e a vida se encaixou perfeitamente na minha situação. Isso não significa se isolar de pessoas completamente, claro. No entanto, às vezes sinto uma vontade de ir para um rancho por um final de semana, talvez sozinho ou com poucas pessoas, longe de redes sociais e do alto fluxo de informações. Tudo para poder refletir, contemplar, ler, ponderar, acalmar. Fazer chá de capim-limão recém colhido. Respirar ar fresco. Colocar a mente no lugar. 

Irei pelo menos aproveitar este feriado para fazer a parte de colocar a mente no lugar. Vim de carro hoje para outra cidade para ter aula (é daqui a pouco). Esses momentos de estrada sozinho são também ótimos momentos contemplativos. Ah, e não é porque é feriado que eu vou deixar de fazer as obrigações pendentes, mas pelo menos a pressão é muito menor. Tenho também essa constante pressa por fazer alguma coisa útil a todo momento, que não me deixa descansar. Acredito que tenho feito progresso nesse sentido.

Seguindo uma tradição de encerrar um fluxo de pensamentos de repente:

Fiquem bem :D