segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Água contada

               

   Para compensar o longo período sem postagens, decidi trazer um trabalho mais elaborado, algo que não faço há muito tempo: um soneto. Também queria que fosse algo menos abstrato. Por isso, baseei-me no meu principal passatempo nas férias: a leitura. Também fui inspirado por um artigo de revista que li, já faz um bom tempo. Não me estendendo muito, aqui está:

Água contada

Enveredado por algum dos cantos
Sem falar, sim, viaja, pula, canta
Imerso em algum de muitos dos contos
Com muitos relatos ele se encanta

Só em papel, para os conservadores
Só em tela, para os contemporâneos
Em preto e branco ou com muitas das cores
Talvez ouvindo a quem não é estranho

Bem, na verdade, não importa o meio
O que se conta mantem bem vivalma
Ganha-se experiência de um alheio

Pois, então, leia ou ouça com muita calma
Temos água para suprir o corpo
Temos histórias para suprir a alma

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