O homem é inconstante e temporal, mesmo que se sinta temporal e constante. Perpetua-se apenas na cultura e na escrita subjetiva. Também está em seu legado de convívio. A sua riqueza encontra-se não só na diversidade, mas na capacidade de buscar sua identidade (que parece sempre estar mudando, mas não perde a essência) e de interpretar, analisar e usufruir de crises de qualquer espécie. Sempre deve lembrar que tudo dele é possível tirar, menos seu conhecimento, suas experiências e sua sensibilidade. A maior beleza da vida é a expressão, o que também é uma grande causa de intriga. Por isso, o foco de seu caminho deve ser compreender os limites de seu campo de ação dentro de uma gama de direitos e responsabilidades. Seu poder de criação é limitado, que ele não se engane. Mas é infinita em variedade. Sua capacidade de associação também é notável. Em contraste com tudo isso, está seu poder de destruição de toda categoria. A esperança, por inteira, é rala, mas coletivamente e individualmente, fecunda-se. Sempre estará em uma mar de desilusões e contentamentos. Está sempre a buscar a estética. Talvez se um dessa espécie chegar a ler estas linhas sinceras, vá logo ralhar com a diagramação, a não paragrafação. Tomo-me da liberdade de forma, mas também não julgo a esse. Mas, de qualquer forma, as palavras têm sua beleza, em disposições de variada riqueza. Só aconselho ao homem que não crie expectativa, porém nunca deixe de planejar. Mesmo que não queira-se admitir, há sempre um contentamento em cada desilusão.

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